Dança no MIS apresenta Mandalamis

Detalhes do evento

No sábado, dia 7, o Museu da Imagem e do Som realiza a edição de abril do programa mensal Dança no MIS. A coreógrafa e bailarina Andrea Prior, selecionada na Convocatória Dança no MIS 2018, realiza o espetáculo Mandalamis, na área externa, às 18h, com entrada gratuita.

Unindo dança, Geometria Sagrada e Teoria da Espiral Harmônica Progressiva (TEHP), a performance traça paralelos poético-filosóficos entre essas expressões que mutuamente se influenciam no decorrer da apresentação. “Na música criada pela TEHP, os parâmetros musicais (estrutura temporal formal, compassos, alturas, timbres), as cores, as geometrias etc, se comportam como movimentos harmônicos de oscilação. Além disso, todos os parâmetros musicais citados acima têm paralelos com as cores e as representações geométricas”, comenta a artista. “Desta maneira, uma composição que parte dos elementos estruturais da TEHP nos presenteia com ritmos, notas, cores e figuras geométricas.”

A dança clássica indiana, por sua vez, possui em seus fundamentos formas geométricas precisas (quadrados, triângulos, espirais, círculos), que Andrea demonstra pelas posturas corporais ou descrevendo movimentos no espaço. Ao mesmo tempo da execução, serão projetadas figuras geométricas e cores revelando ritmos e notas análogas.

O projeto Dança no MIS é realizado mensalmente, com curadoria de Natalia Mallo. O programa inclui programação site-specific, em que coreógrafos são convidados a escolher uma área do MIS para compor um trabalho em dança bem como a ocupação do auditório com espetáculos de repertório e novas criações.

Sobre Andrea Prior
Dançarina, coreógrafa e professora, iniciou cedo seus estudos em música e ballet clássico, até ingressar no universo da dança indiana devocional (Prabath Sangeeth) em 91, com Jutilde Medeiros. É fundadora, coordenadora e professora de danças clássicas indianas do Espaço Rasa, centro para a divulgação, desenvolvimento, aprofundamento e pesquisa de danças e teatro, desde 2002. Viaja constantemente à Índia, onde pesquisa os estilos Odissi e Kathak há mais de 20 anos, e mais recentemente, o Koodiyattam. Dança, atua e dirige espetáculos com profunda inspiração oriental.